Um espaço de leitura

Um repositório de experiências literárias.

Ensaios nascidos do hábito de ler com um lápis na mão, deixando que cada livro se torne uma conversa. Livros muito diferentes entre si, que acabam sempre na mesma pergunta: quem somos, e o infinito que cabe entre a concepção e a extinção.

— L.C.Kraemer

Ensaios

13 de agosto de 2026

Névoa: pressinto que me estão inventando

Uma leitura dos capítulos I a XVII: o homem que não tem chão próprio e precisa ser visto, amado ou lido para se sentir real — até descobrir que essa necessidade psicológica é também sua condição de personagem.

Julho de 2026

Raskólnikov, ou a raiva que erra o alvo

Uma leitura de Crime e Castigo: a teoria do "homem extraordinário" como tentativa desesperada de inventar um chão para quem não tem nenhum — e a revolta legítima que mira no alvo errado.

8 de março de 2026

Frankenstein: o espelho da criação abandonada

Uma jornada pessoal pelos abismos da identidade, da culpa e da monstruosidade que construímos — e do que significa ser um criador ausente.

Fevereiro de 2026

O Estrangeiro, de Albert Camus: a condenação de existir fora da linha

Uma reflexão sobre o homem julgado não pelo que fez, mas por não chorar no enterro da própria mãe.

6 de fevereiro de 2026

A engenharia do abismo: como Tolstói nos ensina a cair com Anna Karenina

Uma leitura existencial do romance que antecipou o século XX — ler Anna Karenina não é atividade passiva.

28 de setembro de 2025

Em Itaguaí, a razão perdeu o juízo: por que "O Alienista" é mais atual do que nunca

A loucura, em Itaguaí, é qualquer desvio da linha reta da própria e impecável razão de quem tem o poder de definir as regras do juízo.

9 de setembro de 2025

Dentro da cabeça do santo: a construção de si como processo

Um herói que se faz perdendo a carapaça, e não acumulando armadura — o avesso exato de Edmond Dantès.

Julho–agosto de 2025

O Conde de Monte Cristo: vingança como espetáculo e denúncia moral

As três partes originais reunidas num só ensaio — da traição em Marselha ao ajuste de contas em Paris.

8 de julho de 2025

Dom Quixote: loucura como resistência ética na crítica cervantina ao utilitarismo

Uma leitura dos capítulos XXIII a XXXVIII da primeira parte, em que a "loucura" do fidalgo aparece não como patologia, mas como a última forma possível de manter a dignidade num mundo mercantilizado.